Resenha #111 À Beira da Loucura
Autor: B. A. Paris
Editora: Record
Páginas: 340 páginas
Classificação: 3/5 estrelas

Em quem mais confiar quando não se pode confiar em si mesmo?

Cass está sendo consumida pela culpa desde a noite em que viu uma mulher dentro de um carro parado na estrada perto de sua casa, durante uma terrível tempestade, e tomou a decisão de não sair para ajudá-la. No dia seguinte, aquela mesma mulher foi encontrada morta naquele exato lugar.

Cass tenta se convencer de que não havia nada que pudesse ter feito. E, talvez, se tivesse ido ajudá-la, poderia ela mesma estar morta agora. Mas nada disso é o suficiente para aplacar a angústia que sente, principalmente considerando o fato de que o assassinato aconteceu ali do lado, bem perto de sua casa isolada — e que o assassino ainda está à solta. Então, depois da tragédia, Cass começa a ter lapsos de memória: não consegue se lembrar de ter encomendado um alarme para casa, não sabe onde deixou o carro, muito menos por que teria comprado um carrinho de bebê quando nem filhos tem.

A única coisa que ela não consegue esquecer é Jane, a mulher que poderia ter salvado, e a culpa terrível que a corrói por dentro. Tampouco consegue esquecer as ligações silenciosas que vem recebendo, nem a sensação de que está sendo observada. Seria possível que o assassino a tivesse visto, parada no acostamento, enquanto decidia se ajudaria a mulher ou não?

Será que ele está tentando assustá-la para que ela não conte nada à polícia? Mas como alguém poderia acreditar em seus temores quando nem mesmo ela é capaz de saber o que é verdade e o que é mentira? E como Cass pode acreditar em si mesma quando tudo ao seu redor parece provar que está ficando louca?

 

Se você quer ler um suspense mas não tá afim de se impactar muito com crimes mirabolantes e cheios de tramas, este livro é para você.

O segundo livro da autora B. A. Paris no Brasil é bem bacana e não posso dizer que ela desapontou seus leitores, mas não conseguiu bater o surpreendente Entre Quatro Paredes.

Uma leitura bastante simples e posso dizer que bem previsível também. Nada me surpreendeu, no entanto, fiquei na dúvida se essa não foi realmente a proposta da autora. Afinal, muitas coisas podem acontecer devinda de pessoas que circulam dentro do nosso espaço de convivência.

Cass carrega consigo a ideia de que assim como sua mãe, que foi diagnosticada com demência muito cedo, ela também acabará herdando a mesma doença. Sendo assim, diante de toda turbulência com a morte de Jane, ela já não sabe o que está certo ou errado dentro da sua rotina.

Casada pouco mais de um ano, seu marido tenta fazer tudo que está dentro do alcance dele, mas tudo isso começa a contaminar seu relacionamento com ela.

Eu entendo o que Cass passou. O medo paralisa e nos deixa refém de coisas que não existem, limitam nossas ações e colocam tudo a perder no momento em que a gente mais precisa de atitude.

O crime brutal que aconteceu tão próximo à casa dela e o fato dela ter tido a oportunidade de ajudar Jane é realmente algo bem difícil de digerir.

À beira da loucura é um livro de leitura simples e fluída. A autora consegue te colocar dentro da história de forma simples e objetiva e você não consegue parar de ler. Isso para mim é fundamental, afinal de contas, livros de suspense não podem ter muita enrolação, pois faz com que o leitor perca o foco da história e consequentemente perde a vontade de continuar a leitura, o que não é o caso deste.

    Quem sou eu...

    Mary Ellen

    "O conhecimento é algo que ninguém pode tirar de você" É isso que eu busco nos livros. Viajar sem sair do lugar, sofrer, sorrir e sonhar. São coisas que você pode fazer ao mesmo tempo, e que você só encontra nos livros. Mãe, esposa, amiga e sonhadora!

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