Resenha #27 O AR QUE ELE RESPIRA

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Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedirem que ela entrasse em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.

Até onde o julgamento das pessoas pode chegar? Quantas vezes já tiramos conclusões da personalidade de alguém sem nem ao menos dar a oportunidade dela se apresentar? É exatamente sobre isso que o livro nos chama a atenção.

Elizabeth tenta se recuperar de uma perda precoce da sua vida. Seu marido morreu e mesmo estando devastada, ela precisa se manter firme pela sua filha Emma de cinco anos. Ela sabe como é difícil isso, pois seu pai também morreu quando ela era muito pequena. Depois de uma temporada com a mãe, que mesmo passado tanto tempo, ainda não se recuperou dessa perda, Elizabeth decide enfrentar seus medos e voltar para casa.

Logo na chegada, ela atropela o cachorro do mais novo morador da cidade, aquele que denominam como monstro, cruel e perigoso. Boatos na cidade dizem que ele não é uma boa pessoa. Ao prestar socorro ao cão, ela descobre que ele realmente é muito grosseiro, mas que por trás de todo aquele mau humor, existe algo a ser desvendado, afinal, ela sabe reconhecer o sofrimento.

Elizabeth vai contra a opinião de todos e decide se aproximar dele, e aos poucos ele vai deixando com que ela se aproxime, mas os fantasmas do passado acabam atrapalhando essa descoberta. O que ela não esperava é que essa aproximação fosse fazer ela se apaixonar por ele.

Tristan por outro lado, também tenta se afastar dos sentimentos que estão fazendo seu coração descongelar. Mas a dor que ele sente é tão grande que ele acha que além de não ser capaz de amar outra vez, estará traindo a memória de sua esposa e de seu filho.

Muitas coisas irão acontecer e serão decisivas para eles. Elizabeth e Tristan sofrem do mesmo mal, porém, o destino se encarregará de resolver ou não esse sofrimento.

A leitura deste livro é tão fluida que o li em dois dias e a cada parada que eu tinha que dar era um sofrimento….rs

É uma narrativa tão madura, tão consciente, tão realista que poderia ser a história de qualquer pessoa real. Lidar com o luto, com a morte de pessoas próximas é muito difícil e inimaginável e foi escrito com tanta sensibilidade que é inevitável: você vai chorar lendo este livro. A dor dos personagens é sentido a flor da pele.

Concluindo: Esta foi a minha primeira experiência com a autora Brittainy C. Cherry e eu adorei. Já tinha ouvido falar de outros títulos dela, e com certeza irei procurar para eu poder me reencontrar com essa escrita tão bacana e tão intensa. Mais um que entrou pro meu hall de queridinhos. Super indico.

Editora Record, 305 páginas

 

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    Mary Ellen

    "O conhecimento é algo que ninguém pode tirar de você" É isso que eu busco nos livros. Viajar sem sair do lugar, sofrer, sorrir e sonhar. São coisas que você pode fazer ao mesmo tempo, e que você só encontra nos livros. Mãe, esposa, amiga e sonhadora!

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