Resenha #67 O ROUXINOL

França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes.

Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva.

Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país.

Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O Rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte.

Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.

Depois de ter terminado a leitura desta obra, eu não acreditei que me custou apenas R$9,90. Provavelmente este foi o dinheiro mais bem empregado de toda minha vida.

Este é o segundo livro que leio da autora Kristin Hannah e como já previa é maravilhoso. Além de extrair todos os sentimentos que temos, ele é uma aula de história. O tema da segunda guerra sempre foi algo muito explorado por diversos escritores, porém, cada um tem o seu jeito de expor à narrativa e acredito que a pesquisa para compor esta história foi bem intensa.

Aliás, intenso é cada paragrafo lido. Em meio a atritos sentimentais que envolvem as irmãs Isabelle, Vianne e o pai, eles enfrentam uma guerra cruel e sem piedade.

O mais legal da história – se é que podemos usar este termo – é o fato de não ter aquele heroísmo masculino que estamos acostumados a ver tanto nos livros como nos filmes. Aqui são duas mulheres vivendo e lutando cada uma com as armas que tem.

Em muitos momentos tive muita raiva de Isabelle, em outros, muita raiva de Vianne mas diante de todo aquele cenário, não dava pra escolher quem odiar.

É um caldeirão de emoções, um livro completo: romance, dor, sofrimento, raiva, tristeza e principalmente, realidade. Depois de terminar, fiquei imaginando quantas pessoas não passaram por aquilo e tiveram que conviver com os traumas de uma guerra que nem eram deles. Foram expostas ao extremismo de pessoas doentes e desiquilibradas. Também ver o outro lado. O dos soldados alemães que muitos nem sabiam ou não aceitavam o que estavam fazendo ali.

Finalizando, um livro que estará para sempre no meu coração num anseio que todas as guerras tenham fim!

Editora Arqueiro, 425 páginas

    Quem sou eu...

    Mary Ellen

    "O conhecimento é algo que ninguém pode tirar de você" É isso que eu busco nos livros. Viajar sem sair do lugar, sofrer, sorrir e sonhar. São coisas que você pode fazer ao mesmo tempo, e que você só encontra nos livros. Mãe, esposa, amiga e sonhadora!

    Leia mais...

    Facebook


    Instagram

    Skoob